Depois de idas e vindas o Governo Federal confirmou o nome de Carlos Minc como o novo Ministro do Meio Ambiente. Os líderes do setor rural em Mato Grosso foram discretos ao comemorar a saída de Marina Silva. Prefiriram não criar alarde, mas se dizem satisfeitos. Nos cinco anos de gestão da ex-ministra o Estado teve várias operações ostensivas, com uso da força policial, contra crimes ambientais. Começou com a curupira e derivou para uma série de conseqüências para o agronegócio, que materializaram-se neste ano, como o recadastramento compulsório de áreas rurais, embargos de propriedades e restrições ao crédito nos municípios que desmataram dentro da Amazônia legal. Para os produtores tudo foi conduzido por Marina Silva, que segundo eles, tinha uma política de comando-controle, focado no ambientalismo sem olhar para o social e nem para o econômico.Sobre o novo ministro, o o setor produtivo espera é seja retomado o diálogo. De acordo com o Presidente da Famato, Rui Prado, nos últimos 30 dias a única maneira de manifestação dos produtores foi via ações judiciais. Foram impetrados 3 mandados de segurança contra decisões do governo que teriam afetado negativamente o agronegócio.
O futuro ministro tem um histórico de proximidade com as questões ambientais, mas o momento é de esscassez de alimentos, o que naturalmente deverá pressionar para a necessidade de se produzir. Um dilema que busca solução urgente. O caminho da agricultura de larga escala pede investimentos em tecnologia que permita produzir mais utilizando menos áreas.
Sobre o futuro das florestas sem Marina Silva... Mesmo o presidente Lula tendo afirmado que a politica não via mudar, nunca é muito lembrar ao setor produtivo que árvore em pé, reserva legal, rios e nascentes preservadas, vão representar bem mais do que um certificado, para vender bem lá fora, o que se produz aqui dentro.
O vídeo abaixo foi ao ar no Bom Dia Mato Grosso, da TV Centro América, Cuiabá, nesta data.