
Em recente reunião sobre meio ambiente, ocorrida em Londres, foram discutidas propostas a serem apresentadas para a cúpula no final do ano em Copenhague, Finlândia, quando buscarão definir um novo padrão ambiental para todos os países. O presidente Lula falou da possibilidade de nossa população subir ao andar de cima, sem ser prejudicada pela nova política. Já o presidente indiano Singh, enfatizou: “O enfrentamento da mudança climática, não pode ser obtido pela perpetuação da pobreza.” É essa a questão central. Os países ricos não querem mudar os seus hábitos de produção e consumo e ainda pretendem impor a manutenção da pobreza global, em países como o Brasil. É inaceitável. Por ocasião da nova ordem econômica internacional apregoada nos anos 80, falavam do vinte por oitenta. Vinte por cento da população continuaria a usufruir das riquezas planetárias e oitenta por cento deveria levar a vida que tinha literalmente, isto é, de pobreza, sofrimento e dor. Era o famoso Consenso de Washington. Como se vê, há muita hipocrisia. Por exemplo: o Reino Unido não quer de jeito algum, eliminar o uso do carvão, altamente poluente, até o ano meta - 2050. Quer “branquear” o carvão tornando-o mais limpo e ainda aumentar a produção de energia nuclear. E aí José, onde estão as ONGS como o Greenpeace e a WWF, para com todo estardalhaço promover ações contra o uso de produtos desse país, enquanto a matriz energética inglesa, utilizar o carvão e a energia nuclear, altamente poluentes? Não vemos nenhuma operação dessas organizações, porque afinal é de lá que sai o dinheiro para ajudar a mantê-las. É o velho ditado: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Aqui fazem campanhas atacando a carne bovina, as obras do PAC, porque essas atividades visam tirar nosso povo da miséria. Ah! Se elas fizessem isso por lá, muito possivelmente seus integrantes iriam para o xilindró, por perturbação da ordem pública e econômica, sendo ainda condenadas a pagar vultosas indenizações por danos e perdas. Aliás, como anda a CPI das ONGS no Congresso Nacional? Nesse tema, quando o Ministério Público Federal, interpretando a Constituição brasileira a favor e não contra a nossa sociedade irá enquadrar essa intervenção estrangeira nos assuntos internos, disfarçada sob a roupagem dessas ONGS? Para concluir: até quando o Governo do Brasil tolerará essa intromissão externa que visa manter o nosso povo em situações degradantes?
Pensem nisso e até a próxima semana.
Este artigo foi escrito por Rui Wolfart, Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural.



