segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Clima e Dominação

Em recente reunião sobre meio ambiente, ocorrida em Londres, foram discutidas propostas a serem apresentadas para a cúpula no final do ano em Copenhague, Finlândia, quando buscarão definir um novo padrão ambiental para todos os países. O presidente Lula falou da possibilidade de nossa população subir ao andar de cima, sem ser prejudicada pela nova política. Já o presidente indiano Singh, enfatizou: “O enfrentamento da mudança climática, não pode ser obtido pela perpetuação da pobreza.” É essa a questão central. Os países ricos não querem mudar os seus hábitos de produção e consumo e ainda pretendem impor a manutenção da pobreza global, em países como o Brasil. É inaceitável. Por ocasião da nova ordem econômica internacional apregoada nos anos 80, falavam do vinte por oitenta. Vinte por cento da população continuaria a usufruir das riquezas planetárias e oitenta por cento deveria levar a vida que tinha literalmente, isto é, de pobreza, sofrimento e dor. Era o famoso Consenso de Washington. Como se vê, há muita hipocrisia. Por exemplo: o Reino Unido não quer de jeito algum, eliminar o uso do carvão, altamente poluente, até o ano meta - 2050. Quer “branquear” o carvão tornando-o mais limpo e ainda aumentar a produção de energia nuclear. E aí José, onde estão as ONGS como o Greenpeace e a WWF, para com todo estardalhaço promover ações contra o uso de produtos desse país, enquanto a matriz energética inglesa, utilizar o carvão e a energia nuclear, altamente poluentes? Não vemos nenhuma operação dessas organizações, porque afinal é de lá que sai o dinheiro para ajudar a mantê-las. É o velho ditado: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Aqui fazem campanhas atacando a carne bovina, as obras do PAC, porque essas atividades visam tirar nosso povo da miséria. Ah! Se elas fizessem isso por lá, muito possivelmente seus integrantes iriam para o xilindró, por perturbação da ordem pública e econômica, sendo ainda condenadas a pagar vultosas indenizações por danos e perdas. Aliás, como anda a CPI das ONGS no Congresso Nacional? Nesse tema, quando o Ministério Público Federal, interpretando a Constituição brasileira a favor e não contra a nossa sociedade irá enquadrar essa intervenção estrangeira nos assuntos internos, disfarçada sob a roupagem dessas ONGS? Para concluir: até quando o Governo do Brasil tolerará essa intromissão externa que visa manter o nosso povo em situações degradantes?

Pensem nisso e até a próxima semana.

Este artigo foi escrito por Rui Wolfart, Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Gripe H1N1




Na guerra quem primeiro morre é a verdade. A contra informação foi uma arma a serviço da guerra de l914-1918, quando a primeira grande gripe, com efeitos devastadores, matou cerca de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo, com a denominação de gripe espanhola, quando a sua origem não foi a Espanha. Sua procedência foi provavelmente os Estados Unidos, onde morreram centenas de milhares de soldados em acampamentos, prestes a serem enviados para frentes da guerra na Europa. Morreu metade da população de esquimós em muitas localidades no Alaska, terra muito gelada e com condições boas para a manutenção de corpos, enterrados por décadas. O nome científico dessa gripe levou a designação de H1N1. Depois vieram a H2N2 – gripe asiática, H3N2 – gripe Hong Kong. Dados surpreendentes da manifestação dessa “nova gripe”, ( H1N1 ), levantados pelo Ministério da Saúde do Brasil até a semana passada, relatam que pessoas acima de 65 anos não estão sendo atingidas por ela, até agora, revelando possivelmente que seus organismos conseguem reconhecer e neutralizar o vírus dessa gripe. Seria natural que fossem infectados por ela, por serem pessoas de grupo susceptível às infecções gripais. Não a estão contraindo e logo vem a pergunta: Por que não são atingidos? Bem, foram exumados corpos de pessoas mortas pela gripe espanhola nos anos de 1990, entre eles de um esquimó, sendo retirados fragmentos de seus pulmões. Foi analisado o material, detectada a presença do vírus da gripe, do qual foi feito o seqüenciamento genético, onde encontraram genes do vírus presente em aves, porcos e humanos, definido como H1N1. O disseminador atual é o homem, passando para seus semelhantes e para animais como os porcos. É injusto, como na guerra, que outros levem a culpa. Perdão pelo trocadilho, os porcos estão pagando o pato, quando o maior número de pessoas infectadas e de mortos está nos Estados Unidos, possível origem da nova gripe. Logo, ela deveria levar o nome de gripe norte americana e não gripe suína. Parece ficção científica, mas o retorno ao presente, de um vírus ocorrido há 90 anos é como se surgissem novamente os dinossauros. É algo inacreditável, todavia como a medicina pelos estudos genéticos da gripe atual denominou-a de H1N1, leva à pergunta: Se não é possível o retorno dos dinossauros como voltou essa gripe?
Pensem nisso e até a próxima semana.


Este artigo foi escrito por Rui Wolfart, Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural de Tangará da Serra,MT

De olho no tempo