terça-feira, 20 de maio de 2008

Sai o emprego e entra o assistencialismo?

O Ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stefanes representou o Presidente Lula na assinatura do convênio para o Programa Território da Cidadania, que vai injetar em Mato Grosso quase R$ 440 milhões. O dinheiro vai atender famílias de baixa renda em quatro regiões do Estado. Porém, mais do que a a genda oficial, a a visita do ministro Stefanes foi estratégica. Veio num momento de tensão entre Mato Grosso e Brasília, principalmente no que se refere a restrição de crédito rural para os municípios que desmataram na amazônia.
Mato Grosso é o maior produtor de soja e também o maior alvo de críticas vindas do próprio governo e de organizações que atuam na defesa do meio ambiente. Trazer programas sociais para a zona rural vai ajudar famílias de baixa renda, mas será que vai resolver o problema de estagnação e desemprego que a falta de crédito pode trazer a esses municípios, considerando que a base da economia aqui é a agricultura?
Medidas de combate ao desmatamento ilegal são bem vindas, mas é preciso ter em mente que quando os produtores foram convocados a ocupar o cerrado a ordem foi clara: pra cada hectare aberto, ganha outros dois. Foi assim quando surgiu Lucas do Rio Verde, um assentamento do Incra, nos anos 80. Agora não é possível que um problema de décadas, fruto do mau ou do não planejamento do próprio governo, vire contra quem apostou neste estado.
Propriedades com passivos ambientais devem, sim, ser notificadas e cobradas até a solução, mas o governo precisa chamar pra si a parcela de responsabilidade que lhe cabe, com fiscalização permanente e agilidade nos processos que envolvam o meio ambeinte.
O que não pode é reduzir empreendedores a dependentes de programas sociais.
O vídeo abaixo foi ao ar no Bom dia Mato Grosso da TV Centro América, Cuiabá, nesta data.