quarta-feira, 20 de junho de 2007

Festa Junina o ano inteiro

Que a corrupção anda solta pelos corredores do poder isso já não é mais novidade. A diferença é que a sujeira, sempre varrida pra debaixo do tapete, não encontrou mais espaço. O tapete ficou pequeno.

Há pelo menos dois anos vemos diariamente alguma notícia envolvendo políticos corruptos, e, mesmo para quem tem memória curta, não é preciso fazer muito esforço para relembrar algumas:

Começou com a CPI dos correios em 2005. Dela surgiu o mensalão. Algumas cassações e muitas absolvições.

Meados de 2006 as sanguessugas saem do lamaçal e invadem o planalto. Um dos maiores escândalos de desvio de dinheiro público já vistos no país e o que é pior, o assalto foi exatamente ao que o brasileiro menos tem: saúde pública.

Com objetivos políticos, ou não, veio o dossiê tucano. Metralhadora giratória de acusações e sacolas de dinheiro. Personagens ilustres e anônimos se misturaram na cabeça do povo. Um ano depois cadê as respostas? Alguém sabe de onde veio e de quem era a montanha de dinheiro fotografada. Aliás, onde foram parar os dólares reais?

2007 chegou, e dossiê que nada, Lula continuou. Desagrado de alguns, felicidade de muitos e nada do furacão dos escândalos passar. Aliás furacão foi o nome da futura operação da PF, realizada em abril. Nessa não apareceu nenhum parlamentar, mas só nessa... Um mês depois a revelação: o orçamento da união era cortado por navalhas espalhadas pelos quatro cantos do país. No centro, o dono da Gautama. Que paradoxo. Uma empresa fraudadora batizada com o sobrenome de um iluminado. Sidarta Gautama era o nome de Buda. O budismo é uma filosofia de vida que cultiva a paz interior, felicidade e harmonia entre as pessoas. Mas a Gautama tupiniquim fez tudo ao contrário.
No começo deste mês, Xeque-Mate. O tabuleiro dos contraventores virou. E dessa vez entre as peças, o irmão do Presidente da República. Vá, vá.... como diria meu pai, assim não dá.
E se a vez é dos presidentes, para o do Senado a coisa está feia. Recibos de tinta fresca. Bois fantasmas. Lobistas. Jornalista. Triângulo amoroso. E a criança, alguém pensou nela?
Com tanta quadrilha o trêm da alegria já virou festa: janerina, feverina, marcina, abrilina, maionina, junina... tem pra todos os meses do ano! "Êta brasirsinho danado, sô!!!".