quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Conferência do clima

O que me chamou a atenção ao ler as notícias sobre esse encontro foi o tom apocalíptico nos discursos de abertura. Derretimento das geleiras e desertificaçao da amazônia são alguns fenômenos elencados para tentar convencer os participantes da necessidade do engajamento dos países na luta contra o aquecimento global. Compromisso que significa reduzir emissões de gazes nocivos e também de desmatamentos, como forma de evitar uma catastrofe mundial.

Esse é o tom depois do encontro em Copenhague, no ano passado, quando fracassaram todas as tentativas de acordos internacionais. Mas a tarefa não é facil. Os países desenvolvidos relutam em diminuir a atividade industrial e países emergentes não querem perder as oportunidades que se abreme, no caso do Brasil, a exploração do pré-sal e a agropecuária, esta última com um mercado cada vez mais crescente.

Se não bastassem os fatores econômicos, um fato ocorrido em meados de novembro mexeu com o mundo científico. Harold Lewis, um dos mais respeitados físicos americanos, com um vasto curriculo, renuncou à Sociedade Americana de Física, porque a instutição compactua, nas palavras dele com a “maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica”, referindo-se a tese do aquecimento global.
É um tiroteio de informações e o clima não deve ser do melhores nesse encontro em Cancun, tanto que a a presidente da convençao, chegou a pedir ajuda aos deuses maias para que essa conferência encontre uma soluçao. O México é berço da civilizaçao maia, e é dessa civiliazaçao o calendário que prevê o fim do mundo em dezembro de 2012. A invocação da presidente talvez queria ter sido providencial.