terça-feira, 21 de julho de 2009

Gripe H1N1




Na guerra quem primeiro morre é a verdade. A contra informação foi uma arma a serviço da guerra de l914-1918, quando a primeira grande gripe, com efeitos devastadores, matou cerca de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo, com a denominação de gripe espanhola, quando a sua origem não foi a Espanha. Sua procedência foi provavelmente os Estados Unidos, onde morreram centenas de milhares de soldados em acampamentos, prestes a serem enviados para frentes da guerra na Europa. Morreu metade da população de esquimós em muitas localidades no Alaska, terra muito gelada e com condições boas para a manutenção de corpos, enterrados por décadas. O nome científico dessa gripe levou a designação de H1N1. Depois vieram a H2N2 – gripe asiática, H3N2 – gripe Hong Kong. Dados surpreendentes da manifestação dessa “nova gripe”, ( H1N1 ), levantados pelo Ministério da Saúde do Brasil até a semana passada, relatam que pessoas acima de 65 anos não estão sendo atingidas por ela, até agora, revelando possivelmente que seus organismos conseguem reconhecer e neutralizar o vírus dessa gripe. Seria natural que fossem infectados por ela, por serem pessoas de grupo susceptível às infecções gripais. Não a estão contraindo e logo vem a pergunta: Por que não são atingidos? Bem, foram exumados corpos de pessoas mortas pela gripe espanhola nos anos de 1990, entre eles de um esquimó, sendo retirados fragmentos de seus pulmões. Foi analisado o material, detectada a presença do vírus da gripe, do qual foi feito o seqüenciamento genético, onde encontraram genes do vírus presente em aves, porcos e humanos, definido como H1N1. O disseminador atual é o homem, passando para seus semelhantes e para animais como os porcos. É injusto, como na guerra, que outros levem a culpa. Perdão pelo trocadilho, os porcos estão pagando o pato, quando o maior número de pessoas infectadas e de mortos está nos Estados Unidos, possível origem da nova gripe. Logo, ela deveria levar o nome de gripe norte americana e não gripe suína. Parece ficção científica, mas o retorno ao presente, de um vírus ocorrido há 90 anos é como se surgissem novamente os dinossauros. É algo inacreditável, todavia como a medicina pelos estudos genéticos da gripe atual denominou-a de H1N1, leva à pergunta: Se não é possível o retorno dos dinossauros como voltou essa gripe?
Pensem nisso e até a próxima semana.


Este artigo foi escrito por Rui Wolfart, Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural de Tangará da Serra,MT