quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Crise bate à porteira


A crise mundial derrubou os preços das commodities e praticamente aniquilou o crédito internacional. Por aí dá pra ter uma idéia do tamanho da preocupação que a cadeia produtiva vive. A nova safra de soja já começou. Mesmo que o produtor tenha antecipado a compra de produtos, como insumos e sementes, vai precisar dinheiro para complementar a safra e para capital de giro, dinheiro que seria financiado de alguma maneira. Tem ainda a safa de algodão que começa em dezembro. Agora é período de captar recursos, que tradicionalmente vem de fora e as torneiras estão fechadas. As raras ofertas vêm acompanhadas de altos juros . Ontem representantes da associação dos produtores de soja e de algodão, acompanhados de técnicos do IMEA foram a Brasília levar essa preocupação ao governo, que traduzida em números, significa 3 bilhões de reais para safra de soja, algodão e milho.
Os produtores esperam que o governo se sensibilize como momento e apresente alguma proposta. Limites insuficientes e uma série de restrições, a ambiental é uma delas, tem dificultado o acesso ao crédito oficial. Flexibilizar normas já postas à mesa não deverá ser o caminho adotado pelo governo. Enquanto nas esferas de Brasília isso não se resolve, o produtor tem que fazer a lição de casa como gestor. Reduzir a aplicação de insumos e de área plantada vai ser estratégico neste momento. Quanto menor o custo menor o risco. E o mercado mostra a necessidade de cautela. Segundo o IMEA, em julho a rentabilidade da lavoura de soja era de U$107,00 por hectare, em setembro ficou em menos U$ 57,00, isso já corrigindo o câmbio.// Cautela, essa é a palavra até que passe o turbilhão.