quinta-feira, 17 de julho de 2008

Quando o muito é quase nada

As milenares filosofias orientais convergem para o equilíbrio. Diz que sábio é aquele que escolhe o caminho do meio, os extremos são perigosos. Impressionante como esses conhecimentos se aplicam em todos os setores da vida, inclusive a economia. O alto preço das comoddities desequlibrou o sistema, arratou para cima os preços do adubo, das máquinas, dos serviços, etc... O movimento das cifras é maior, mas o resultado não. A saída é racionalizar o plantio da próxima safra de soja. A orientação é diminuir a quantidade de fertilizantes, isso pode reduzir a produtividade, mas haverá maior equilíbrio entre custo-benefício. Também o produtor verá priorizar áreas mais férteis e deixar de lado terrenos que exijam uma grande aplicaçao de tecnologia e principalmente ser preventivo. No que se refere ao controle da ferrugem asiátia respeitar o vazio sanitário, o que implica também na destruiçao das plantas guaxas, agora, para evitar uma super infestação do fungo logo no incío da safra, o que vai exigir mais dinheiro para controle depois. Em suma o produtor vai ter que ser estratégico.
Já ao governo cabe investir em pesquisa e exploração para diminuir a dependência externa em ralação aos fertilizantes, tarefa para o Ministério de Minas e Energia. De acordo com o Ministro Reinold Stefanes, da Agricultura, há uma mina de potássio no Amazônas e outra aqui em Mato Grosso, mas não se sabe a real dimensão desse potencial, falta pesquisa. Da mesma forma com relação aos nitrogenados, derivados do petróleo. É preciso decisão de governo e colocar a Petrobrás também à serviço da agricultura. E esse é o momento se queremos nos tornar, efetivamente, numa super-potência da agricultura mundial.