terça-feira, 22 de julho de 2008

Boi pirata, boicote!


Fracassou, pela segunda vez, o leilão dos bois piratas. Do ponto de vista da lógica comercial está tudo de acordo. Houve até uma pequena redução de preço da primeira para a segunda tentativa de venda, além de outros ajustes tidos como responsáveis pelo primeiro fracasso, mesmo assim não surtiu efeito. Há analistas que dizem que esses bois piratas estão mais para cabeça de bacalhau. Existem, mas ninguém viu ainda. A crítica é porque não foram divulgadas fotos ou imagens dos lotes postos à venda. Falha grave já que que o pecuarista não dispensa conhecer antes para comprar depois. Mas o fato de não ter sido vendida uma cabeça se quer parece ir além da lógica de mercado. Parece boicote. Tão logo saiu o resultado do leilão eu conversei com o analista de mercado Luis Heraldo Padilha, que é o coordenador do Centro Boi, e ele disse que o novo fracasso ratifica a indignação do setor pecuarista que está sentindo-se agredido com a política do Ministério do Meio Ambiente, afinal são bois confiscados. Seria uma resposta por terem sido chamados, indiretamente, de piratas. Apesar de poder participar do leilão interessados de qualquer parte do país, o fato de ter que buscar os bois em Altamira, no Pará, restringe bastante a participação, e quem é da região, teoricamente o possível comprador, é também o principal interessado em que esse tipo de leilão não vá pra frente.