Representantes das associações dos produtores de soja, algodão e sementes estiveram recentemente em Brasília para discutir com o Ministro Reinhold Stefanes as dívidas do setor agrícola. A comitiva argumentou com o Ministro que a situação da agricultura em Mato Grosso é muito diferente daquela do Paraná e do Rio Grande do Sul e que por isso a Medida Provisória 432 não pode tratar todos da mesma maneira, as razões são bem conhecidas: falta de infraestrutura e as distâncias até os portos, que tiram a competitividade do produto que sai do Estado. Olhando pra frente, para a safra 2008/2009. As commodities valorizadas no mercado deveriam gerar bons lucros, mas o petróleo e os insumos não param de subir. De novo a comparação com o sul. Lá o solo exige pouquíssima aplicação de fertilizantes o que garante boa margem ao produtor que, por sua vez, vai conseguir honrar os compromissos dentro do que estabelece a medida provisória. Aqui, se a semente for colocada no solo sem adubo, não vai haver produtividade. O que os produtores querem, como diz o representante da AMPA, Carlos Augustin, que fez parte da comitiva é pagar menos e obter mais prazo. A MP define, para as dívidas de investimento, por exemplo, que o produtor pague 70% da parcela de 2008. Os produtores dizem que ficariam descapitalizados para o plantio da próxima safra e propõem o pagamento de 40% e alongamento automático para cinco anos. O pedido precisa sensibilizar bem mais do que o Ministério da Agricultura. Os produtores mato-grossenses precisam convencer também o Ministério da Fazenda, que manda no dinheiro e outras idas à Brasília devem ocorrer em breve.terça-feira, 24 de junho de 2008
Com diferença e não indiferença
Representantes das associações dos produtores de soja, algodão e sementes estiveram recentemente em Brasília para discutir com o Ministro Reinhold Stefanes as dívidas do setor agrícola. A comitiva argumentou com o Ministro que a situação da agricultura em Mato Grosso é muito diferente daquela do Paraná e do Rio Grande do Sul e que por isso a Medida Provisória 432 não pode tratar todos da mesma maneira, as razões são bem conhecidas: falta de infraestrutura e as distâncias até os portos, que tiram a competitividade do produto que sai do Estado. Olhando pra frente, para a safra 2008/2009. As commodities valorizadas no mercado deveriam gerar bons lucros, mas o petróleo e os insumos não param de subir. De novo a comparação com o sul. Lá o solo exige pouquíssima aplicação de fertilizantes o que garante boa margem ao produtor que, por sua vez, vai conseguir honrar os compromissos dentro do que estabelece a medida provisória. Aqui, se a semente for colocada no solo sem adubo, não vai haver produtividade. O que os produtores querem, como diz o representante da AMPA, Carlos Augustin, que fez parte da comitiva é pagar menos e obter mais prazo. A MP define, para as dívidas de investimento, por exemplo, que o produtor pague 70% da parcela de 2008. Os produtores dizem que ficariam descapitalizados para o plantio da próxima safra e propõem o pagamento de 40% e alongamento automático para cinco anos. O pedido precisa sensibilizar bem mais do que o Ministério da Agricultura. Os produtores mato-grossenses precisam convencer também o Ministério da Fazenda, que manda no dinheiro e outras idas à Brasília devem ocorrer em breve.