
Primeiro foi o feijão, depois o óleo de soja e agora o arroz. O prato preferido do brasileiro está mais caro. Apesar dos sustos nos caixas dos supermercados, não há perigo de desabastecimento. Claro que o comportamento do consumidor é importante nessa hora. Comprar além da conta, fazer estoques em casa, só vai aumentar mais os preços que já subiram. Para o arroz a previsão é de que permaneçam em alta por pelo menos mais um ano. A colheita no Brasil terminou e não houve um aumento significativo na produção em relação a safra passada. Em alguns estados, como é o caso de Mato Grosso, houve redução. No caso, a colheita foi 10% menor do que no ano passado, de acordo com a CONAB -Companhia Nacional de Abastecimento.
O produtor mato-grossense não estava animado com a cultura do arroz, aliás desânimo que já persiste a algumas safras. Nos últimos dois anos empresas diminuiram o trabalho de beneficiamento, demitiram empregados e até fechanram as portas. Mas a previsão é de virada. Preços altos devem estimular a produção. É provável que muitos produtores que possuem equipamentos de irrigação, já plantem arroz neste período de estiagem, como opção de cultura, já que soja é proibida por causa da imposição do vazio sanitário como controle a ferrugem asiática.
Com relação à crescente demanda mundial, os impactos ainda serão pequenos em Mato Grosso, pelo menos a curto prazo. Analistas estimam que entre 5% e 7% por cento da produção mundial de arroz é comercializada entre países, considerada uma negociação muito pequena para um produto agrícola. Mas na economia tudo depende. E como a China e a Índia, países que desequilibram os mercados, certamente não chegaram aos seus limites de expansão, pode ser que amanhã as previsões mudem e o arroz passe a fazer parte do pacote das grandes commodities. Quando esse dia chegar seria interessante que Mato Grosso estivesse preparado para disputar mercado - com variedades produtivas em terras velhas - visto que está cada vez mais difícil apostar no arroz pensando na abertura de novas áreas.
Com relação à crescente demanda mundial, os impactos ainda serão pequenos em Mato Grosso, pelo menos a curto prazo. Analistas estimam que entre 5% e 7% por cento da produção mundial de arroz é comercializada entre países, considerada uma negociação muito pequena para um produto agrícola. Mas na economia tudo depende. E como a China e a Índia, países que desequilibram os mercados, certamente não chegaram aos seus limites de expansão, pode ser que amanhã as previsões mudem e o arroz passe a fazer parte do pacote das grandes commodities. Quando esse dia chegar seria interessante que Mato Grosso estivesse preparado para disputar mercado - com variedades produtivas em terras velhas - visto que está cada vez mais difícil apostar no arroz pensando na abertura de novas áreas.
O vídeo abaixo foi ao ar no Bom Dia Mato Grosso da TV Centro América, Cuiabá, nesta data.