quinta-feira, 13 de março de 2008

O caminho da sustentabilidade na agricultura

A Operação Arco de Fogo realizada na região norte de Mato Grosso, criada para coibir crimes ambientais, tem provocado reações em vários setores. Produtores e madeireiros reclamam das ações da Polícia Federal e do IBAMA. Acusam de espetáculo desnecessário a ação ostensiva da fiscalização, que tem usado armamento pesado nas visitas às madeireiras, os primeiros alvos da operação no Estado. A Polícia Federal se defende com o argumento de que arma faz parte da rotina da instituição.

Sem entrar no mérito sobre quem está certo ou errado o fato é de que a questão ambiental merece ser tratada com toda a seriedade. São frequentes as notícias que mostram a devastação de grandes áreas verdes e floresta não cai sozinha. É importante que haja a fiscalização, não momentânea, mas permanente, menos ostensiva e mais orientativa.

A questão da produção também é séria. É preciso produzir alimentos. Vejamos a demanda da soja por exemplo. Nunca na história o preço da saca esteve tão valorizado, sinal que há mais procura do que oferta, e se o Brasil tem espaço e vocação para produzir, por que não aproveitar as oportunidades?
Situações que parecem antagônicas, mas não são, e, a saída para esse problema é óbvia e já foi discutida aqui em Mato Grosso, no ano passado, durante a Bienal da Agricultura. Me refiro a sustentabilidade na agricultura, que é produzir bem com o menor dano ambiental possível.

Para isso, no entanto, é necessário que haja concientização do setor produtivo de que conservar a natureza agrega valor ao produto, alías o que já acontece. O governo, por sua vez, em vez de criar embates precisa direcionar mais investimentos em pesquisas para desenvolver tecnologias de produção.
Não há dois lados nesssa história.
O vídeo abaixo foi ao ar no Bom Dia Mato Grosso da TV Centro América - Cuiabá, nesta data.