terça-feira, 18 de março de 2008

Cadeiras do poder

Hoje saio um pouco do perfil dos meus posts para refletir sobre um assunto que tem me deixado inquieto: as cadeiras dos deputados estaduais de Mato Grosso. Pra quem não acompanhou os noticiários, explico: a Assembléia Legislativa gastou quase 80 mil reais para comprar cadeiras que vibram, fazem massagem e possuem até um tal de infra-vermelho longo. Cada uma custou pouco mais de 3 mil reais. Tudo para dar maior conforto aos legisladores.
O valor nem é assim tão expressivo, o que pega mesmo é a atitude desses pretensos representantes do povo.
A alegação principal dos nobres deputados que defendem a compra, é de ficam horas sentados em intermináveis sessões, e as cadeiras, ditas terapêuticas, evitariam problemas de circulação sanguínea. Então, enquanto discutem os projetos de lei ou a falta deles, nossas excelências recebem uma massagem revigorante.
Os mais entusiasmados dizem que a sensação é de “formigamento”. Era só o que faltava mesmo, o formigamento do corpo, porque o cérebro, a impressão que se tem, é de que está há tempos “formigado” pelo poder, cuja conseqüência é a perda da sensibilidade para o que é de interesse social.
As cadeiras, historicamente, sempre tiverem uma estreita relação com o poder. Nas monarquias a simbologia máxima é o trono, uma enorme cadeira, onde só a bunda real pode sentar. Numa eleição os candidatos disputam a cadeira de presidente, de governador, prefeito, vereadores ou deputados.
Em Mato Grosso, a cadeira High Tech da AL valorizou o posto. Não estranhem se na próxima eleição a disputa for mais acirrada do que de costume.
Por falar em eleições, você tem se preocupado com o que tem feito o deputado eleito com seu voto? Não????
Então, só para sua informação, ele custa 6,3 milhões reais por ano, de acordo com a pesquisa da ONG Transparência Brasil.