
Até dia 31 de março deve sair a proposta de reestruturação da dívida agrícola.
A data foi apresentada pelo Ministro da Agricultura Reinhold Stefanes, mas os líderes do setor produtivo acreditam que deva demorar um pouco mais, talvez toda a primeira quinzena de abril. É que a proposta não está fechada. A presença de aproximadamente 800 produtores rurais em Brasília, forçou o governo a receber uma contraproposta do setor.
A data foi apresentada pelo Ministro da Agricultura Reinhold Stefanes, mas os líderes do setor produtivo acreditam que deva demorar um pouco mais, talvez toda a primeira quinzena de abril. É que a proposta não está fechada. A presença de aproximadamente 800 produtores rurais em Brasília, forçou o governo a receber uma contraproposta do setor.
O que o governo propõe é bastante complexo e ainda está sendo analisado por técnicos da Confederação Nacional da Agricultura. Apesar dos produtores considerarem fraca, no que eles chamam de solução definitiva para o problema, ela é bastante esclarecedora, em outras palavras, faz um diagnóstico do emaranhado que é a dívida rural.
O governo tomou o cuidado de separar em blocos, por exemplo: no caso da securitização e do pesa, que são dívidas menores, o governo oferece bônus para facilitar a adimplência. O problema é que muitos devedores dessa faixa já não estão mais em atividade e a primeira análise é que a solução esta mais para os bancos do que para os produtores propriamente ditos.
Já para as dívidas de contratos com o BNDS, FINAME e FCO, que são os financiamentos para investimentos e de maior volume, o governo propõe a redução de 13 para 9,5 por cento, e assim por diante.
Do outro lado o que os produtores querem é mais tempo – de sete a treze anos – dependendo de cada região do país, para pagar os débitos. O alongamento diminuiria o valor das parcelas e, pelas projeções do agronegócio, daria condições para honrar os compromissos.
A reestruturação da dívida rural vai virar Medida Provisória. A luta dos produtores agora, que passaram o dia de ontem em visitas aos líderes de bancadas em Brasília, é que a MP seja de consenso e tenha passagem livre pelo congresso, evitando asim que governo e oposição criem uma situação de embate e arrastem ainda mais esta questão.
O vídeo abaixo foi ao ar no Bom Dia Mato Grosso da TV Centro américa - Cuiabá, nesta data.