Lembro de quando eu fazia teatro na faculdade. O melhor espetáculo era aquele que surpreendia o público. Inventávamos sempre algo diferente, inesperado, e por vezes até o que chocasse a platéia. Era o segredo do sucesso... e ainda deve ser.
Alguns colegas do grupo sonhavam com o estrelato, mas a maioria queria era mesmo se divertir. Palco só no fim de semana. Tempo bom heim "Grupo Temporá".
Por que falei de teatro?
É que ainda tento entender que tipo de treinamento leva um grupo de policiais à rua pra "atuar" num seqüestro de faz de conta. Qual a necessidade de expor à comunidade as estratégias utilizadas em situações semelhantes? Será que agora somos obrigados a assistir policiais treinando em frente as nossas casas?
Não venha alguém me dizer que é pra ter um cenário real de forma a lidar com o inesperado, como por exemplo um cidadão num ataque histérico diante de um tiroteio "de mentirinha" entre mocinhos e bandidos.
Onde chegamos! Que teatro de horrores!
Pior é quando o contra-regra usa armas e munição verdadeiras.
Vai explicar para a mãe do menino que morreu ou para as nove pessoas que ficaram feridas que era um teatro da polícia, que não era pra ser assim, que.... que...
Melhor é poupar as palavras diante do INEXPLICÁVEL!!!